A Prefeitura de Maringá está sendo criticada por construir uma ciclovia de 3,6 quilômetros ao preço de R$ 986,8 mil. O valor da obra corresponde a R$ 274,1 mil por quilômetro, enquanto em Curitiba, o custo de cada quilômetro de ciclovia construído pela Prefeitura da capital paranense varia de R$ 48 mil até R$ 80 mil.
A ciclovia de Maringá deverá passar pelos canteiros centrais da Avenida Mandacaru, do trecho que vai da Avenida Colombo ao Parque das Laranjeiras, na região oeste da cidade. A obra está sendo realizada pela empresa Engedelp/Del Prata Construções. Os recursos são do Ministério das Cidades, por meio do Programa de Infra-Estrutura para a Mobilidade Urbana (Pró-Mob).
De acordo com informações da Prefeitura de Maringá, R$ 790 mil são financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os R$ 196 mil restantes são de responsabilidade do município. Os valores são altos, se comparados com o investimento feito em outros municípios, além da capital do Estado. Em Araraquara, no interior de São Paulo, por exemplo, uma ciclovia de quatro quilômetros foi construída ao preço de R$ 321 mil, totalizando R$ 80 mil por quilômetro.
A obra vem causando polêmica. O vereador Mário Sergio Verri (PT) não acredita que três mil metros de ciclovia possam custar quase R$ 1 milhão. “É um valor muito alto, principalmente fazendo um comparativo com o que foi gasto em obras correlatas em outras cidades”, especulou.
Mesmo com a construção da ciclovia, as condições da pista também são questionadas pelo vereador. “Há diversas tampas da Telepar no meio da ciclovia, que ficam de 10 a 15 centímetros acima da altura da via. Não foi feito nada para melhorar esse aspecto”, reclamou Verri.
Junto com outros vereadores de oposição, Verri fará um novo estudo técnico para verificar o custo da obra. “Duvidamos que chegue perto do valor gasto pela Prefeitura”, disse. Dependendo do resultado do estudo, os vereadores planejam entrar com uma denúncia no Ministério Público do Paraná (MP-PR) para que o caso seja apurado.
O secretário de Desenvolvimento Urbano, Planejamento e Habitação (Seduh) de Maringá, Walter Progiante, rebateu as acusações. “As críticas são feitas com base em projetos de outros lugares. Para questionar, é preciso saber exatamente que tipo de serviço é oferecido. O projeto de outras cidades sequer foi visto por quem questiona”, acusou.
Progiante se referiu a Araraquara, uma das cidades citadas como comparação. “Araraquara não tem a metade dos serviços que ofereceremos aqui. A nossa obra completa terá canteiros, ajardinamento, iluminação especial para ciclovia, sinalização e rampas de acessibilidade”, enumerou.
Ainda de acordo com o secretário, o orçamento para a obra da ciclovia foi feito pela Prefeitura, com vistoria do Banco do Brasil e aprovação do BNDES. A conclusão da ciclovia está prevista para o mês de março. Até agora, cerca de 1,2 quilômetro da obra já foi feito. A ciclovia de Maringá faz parte do conjunto de cinco obras da Prefeitura que se iniciou em 20 de novembro do ano passado, com investimento total de R$ 2,7 milhões.
(fonte: O Estado do Paraná / Repórter Luciana Cristo)
Quinta-feira, Janeiro 03, 2008
Maringá faz uma ciclovia que consome R$ 986,8 mil
Quarta-feira, Outubro 24, 2007
Droga de elite
Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, realizada a partir de dados do IBGE, mostra o retrato dos usuários de cocaína, maconha e lança-perfume: homens, jovens e ricos. É o mesmo perfil dos que mais morrem no trânsito
Renata Mariz
Da equipe do Correio (Brasiliense)
A discussão levantada pelo filme Tropa de elite sobre a colaboração das classes mais abastadas na manutenção da venda de drogas ganhou munição estatística. Pesquisa divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que o consumidor de entorpecentes no Brasil é homem, jovem e da classe A. O estudo, feito com base nos dados de 2003 sobre orçamento familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considera a situação dos que declararam utilizar maconha, cocaína ou lança-perfume. Foram ouvidas no levantamento feito pelo IBGE 180 mil pessoas, das quais 0,06% disseram consumir drogas.
“Sabemos que há pessoas que usam mas não declaram, por razões óbvias, ainda que haja o sigilo nas entrevistas do IBGE. Mas conseguimos chegar a um dado preciso, do ponto de vista das informações, colhidas de um número significativo de pessoas que admitiram usar drogas”, diz o pesquisador da FGV Marcelo Neri, autor do estudo apresentado ontem e intitulado O Estado da Juventude: Drogas, Prisões e Acidentes.
Especialistas na área de violência e segurança pública concordam com os dados. “Há estudos que apontam, mas de um ponto de vista empírico, que os consumidores das classes altas são importantes nesse esquema do tráfico. Agora esse estudo, ainda que subsidiado apenas pelas respostas voluntárias, comprova isso com rigor estatístico”, afirma Robson Sávio, do Centro de Estudos da Criminalidade e Violência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para ele, o levantamento não só representa um retrato do consumo de drogas no país como contribui para a elaboração das políticas públicas.
Diante da incidência de jovens — especialmente na faixa dos 20 aos 29 anos — no consumo de drogas no país, ressalta Robson, o poder público deveria incrementar as campanhas educativas. “Não adianta realizar palestras pontuais, é preciso uma política de prevenção mais forte, que tenha engajamento sério da escola”, destaca o especialista. Para se ter uma idéia do problema, que começa cada vez mais precocemente, o índice de usuários declarados que têm entre 10 e 19 anos é de 36%, enquanto essa mesma faixa etária representa 17% da população total do país.
Os números mostram-se mais reveladores, no entanto, quando apontam a posição socioeconômica dos consumidores de drogas. São brancos (85%), de classe A (62%), com oito a 11 anos de estudo (60%) e que ocupam a posição de filho dentro de casa (80%), no lugar de chefes da família ou cônjuge. “Essa variável do papel de filhos, junto com todas as outras, reforça a visão do filme Tropa de elite. Acho, inclusive, que é o mérito da fita mostrar a realidade da droga no varejo e quem a consome”, afirma o pesquisador Marcelo Neri.
Para George Felipe Dantas, coordenador do núcleo de Segurança Pública do Uni-DF, o filme criou um momento político importante para que o tema seja debatido. “Essas estatísticas estão corretas, especialmente quando falamos de maconha e pó. Ao lado das mais recentes drogas sintéticas, são eles os típicos entorpecentes utilizados pela classe média”, diz Dantas, que também é consultor da Secretaria de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça.
Debate diferente
Sávio, da UFMG, comemora o novo debate sobre o tráfico de drogas, saindo do cenário do morro e do traficante como personagem principal, e chegando ao consumidor. “A parte da distribuição e do consumo sempre foi muito pouco discutida. Agora é que esse tema veio à tona”, diz o especialista em segurança pública e violência. Ele teme, porém, que o debate seja distorcido. “Criminalizar, a partir de agora, o usuário, também não resolverá o problema”, diz. “O que precisa ser feito é ampliar e fortalecer as políticas de tratamento, encarando a droga como questão de saúde pública.”
Outro dado revelador, do ponto de vista econômico dos usuários, é o acesso a sistemas de crédito no mercado financeiro. Quarenta e quatro por cento têm cartão de crédito, contra 17% da população em geral. Entre os que possuem cheque especial, o índice é de 35%, sendo que apenas 12% dos brasileiros contam com esse tipo de vantagem. Embora teoricamente mais confortáveis financeiramente, os consumidores de drogas costumam atrasar prestações de aluguel, água, luz e compras divididas. São 11%, contra 7% da população ao todo.
“(O estudo) mostra hábitos interessantes levantados ao longo da pesquisa. Cabe analisar se o costume de atrasar pagamentos tem a ver com a quantia gasta na compra de drogas”, analisa Neri. Segundo ele, o estudo pode ser um bom ponto de partida para analisar o perfil dos consumidores. “Ninguém tem condição de afirmar se os dados refletem toda a população que consome, mesmo aquela que não declara. Talvez só os traficantes tenham essa radiografia”, afirma o pesquisador. “Mas podemos intuir também que o sentimento de impunidade, e a voluntária decisão de se autodeclarar consumidor, seja maior entre os ricos.”
Presidiários
É também o jovem que protagoniza o problema carcerário e a mortalidade no trânsito do país. Um esquema estatístico elaborado pela FGV, de acordo com dados da população penitenciária brasileira, apontou os fatores de risco que podem levar uma pessoa a se tornar presidiária. O perfil mais crítico é o do homem, solteiro, com idade entre 18 e 35 anos, migrante, com seis ou menos anos de estudo e de cor parda ou negra. A variável de risco mais preponderante, porém, é o sexo. Homens têm cinco vezes mais chances de serem presos que mulheres.
No caso do trânsito, é também o homem, e jovem, a maior vítima. Dados de 2005 do Ministério da Saúde mostram que, numa população de 100 mil habitantes, morrem 45,39 homens e oito mulheres. Todos na faixa etária dos 15 aos 19 anos. Dos 20 aos 29, essa proporção passa de 18,32 homens para 2,88 mulheres. A pesquisa ressalta, entretanto, que o número de desastres fatais caiu quase 6% de 1992 a 2004.
Para George Felipe Dantas, coordenador do núcleo de Segurança Pública do Uni-DF, o jovem no olho do furacão é uma questão sociológica. “Na sociedade medieval e também na moderna, o homem está mais exposto à dinâmica social, que envolve criminalidade, drogas, trânsito”, afirma o especialista. “Como explicar o jovem como grupo de risco em quase todos os problemas, inclusive doenças como Aids? Faz parte do perfil do jovem passar por riscos.”
Diferentemente das mortes no trânsito e do consumo de drogas, em que o jovem rico é o protagonista, na questão penitenciária é o pobre a maior vítima. “Não é que os hormônios tenham classe social, só o tipo de manifestação é que muda”, diz Neri. Para Dantas, nada mais típico em países de primeiro mundo que a relação entre condição social e apenamento. Ele destaca, entretanto, que as deficiências no sistema jurídico também colaboram com a situação. “O pobre não tem acesso aos instrumentos de defesa, precisa contar com defensores públicos, quando existem.”
Golpe na fila virtual
Governo estuda forma de coibir ação de atravessadores que vendem vaga na agenda de atendimento do INSS, causando lentidão no sistema
Marcelo Tokarski
Da equipe do Correio (Brasiliense)
Os tradicionais agenciadores de lugares nas filas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão de volta. Apesar de as intermináveis filas nas portas das agências da Previdência Social terem sido praticamente extintas após a adoção do agendamento prévio pelo telefone 135 ou pela internet, os golpistas encontraram outra forma de agir. Agora, vendem lugar nas filas virtuais do INSS. Além de extorquir os segurados que aceitam pagar por um “buraco” na agenda de atendimento, a ação dos espertalhões provoca lentidão no atendimento aos demais segurados da Previdência. Há casos em que somente a espera para conseguir dar entrada em um pedido de aposentadoria chega a superar quatro meses.
Para acabar com a farra dos agenciadores virtuais, o governo estuda uma série de medidas. Entre elas está a possibilidade de cancelar os agendamentos feitos com base em informações erradas, como telefones, nomes ou falsos números de cadastro. O problema só foi descoberto há mais ou menos três meses, quando o INSS detectou que praticamente um em cada três segurados que agendavam atendimento não compareciam no horário marcado.
A Previdência passou então a confirmar por telefone, com 72 horas de antecedência, a ida ou não do segurado à agência do INSS. Após esse procedimento ter sido adotado, o instituto já efetuou mais de 232 mil tentativas de confirmação. Em apenas 40% delas encontrou o segurado. Em 17% dos casos, estava errado o nome dele ou o número do seu telefone.
Como funciona
A ação dos golpistas revela casos gritantes. Os técnicos descobriram em São Paulo um mesmo agenciador que, utilizando-se de números de Inscrição do Trabalhador (NITs) falsos, havia marcado 552 agendas de perícias médicas. O atravessador então vendia os horários marcados para segurados do INSS. Depois, quando a pessoa que comprou chegava para o atendimento, dizia que houve um erro no atendimento telefônico e fornecia o verdadeiro NIT, conseguindo ser atendido no horário “reservado” pelo atravessador.
Em Uberlândia, um grupo de advogados agendava centenas de perícias para depois oferecer lugar na fila virtual a segurados. Nas cidades paulistas próximas ao estado do Paraná, os agenciadores adotaram outra tática. Marcavam uma série de perícias nas agências das cidades de São Paulo, congestionando a agenda, e ofereciam ao segurado um horário de atendimento no estado vizinho. O “serviço” incluía até mesmo o traslado entre as cidades.
Nas últimas semanas, o governo vem estudando uma série de medidas para acabar com a ação dos agenciadores. O ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, chegou a se reunir com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para discutir o assunto e pedir auxílio da Polícia Federal (PF). Responsável pelos sistemas eletrônicos de agendamento, a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) também vem adotando uma série de mudanças nos sistemas para coibir a ação dos atravessadores.
Ontem, o ministro Marinho admitiu, por intermédio de sua assessoria de imprensa, a possibilidade de cancelar as agendas que forem marcadas com informações erradas, como nomes, telefones ou NITs falsos. “Não podemos brincar com as informações. Se as pessoas indicam um telefone errado e eu não a localizo, como faço para confirmar a agenda? Se a pessoa dá o número do NIT errado, como eu faço para efetivar o atendimento? Ou os nossos segurados colaboram ou vamos ter que pensar numa medida dura de gestão, que seria derrubar a agenda de quem forneceu dados incorretos”, afirmou o ministro.
Apesar de Marinho não ter feito referência aos agenciadores de lugar nas filas virtuais, na verdade a medida tem como objetivo dificultar a prática irregular. De acordo com levantamento do Ministério da Previdência, os estados com maior número de informações erradas são Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Segunda-feira, Outubro 15, 2007
A vez das ONGs
No Paraná, entidade é acusada de desviar R$ 19,6 milhões com autorização do governador. Em Brasília, o Congresso começa a investigar as organizações de todo o País, que, nos últimos sete anos, receberam R$ 33 bilhões do governo federal
Depois de enfrentar por um ano a resistência da base do governo, a oposição finalmente conseguiu instalar a CPI das ONGs no Congresso Nacional. A investigação da CPI vai compreender os últimos sete anos, período em que o governo repassou R$ 33 bilhões para instituições sem fins lucrativos, quase o dobro do que a União transfere por ano aos Estados na área de saúde. Há casos de desvios de verbas de Estados e municípios que também desembocarão na CPI, já que todas as unidades da Federação recebem dinheiro do governo federal para repassar às nstituições. Há um padrão comum aos casos que serão identificados: o desvio de dinheiro público e as ligações entre as autoridades que autorizam os contratos e os responsáveis pelas instituições que recebem as verbas. Um caso com todas essas características que deverá receber a atenção da CPI vem do Paraná.
Em abril de 2005, o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, com a autorização expressa do governador Roberto Requião, firmou um termo de parceria com o Instituto de Tecnologia do Paraná, a Tecpar, uma empresa estatal especializada, entre outras coisas, em biotecnologia e inteligência artificial. O contrato visava à formação de um “núcleo de referência para avaliação de conformidades” em obras rodoviárias do DER paranaense. Para tocar o serviço contratado, a Tecpar contratou sem licitação a ONG Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade, o IBQP, especializado em consultorias. O instituto informou na terça-feira 9 que os convênios firmados “visam desenvolver manuais de qualidade para as fiscalizações e manuais de gestões de informações para as obras de rodovias”. O desenvolvimento das relações entre o DER paranaense, a Tecpar e o IBQP chamou a atenção dos auditores do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, que determinou a devolução aos cofres públicos de R$ 19,6 milhões repassados à ONG.
O primeiro dado curioso é que o IBQP não precisava realizar os serviços contratados para receber do DER. Obtinha o dinheiro a partir da sua mera previsão de despesas. Além disso, de um mês para outro, apresentava exatamente o mesmo relatório de despesas. Em março, por exemplo, declarou ter gasto R$ 800 com telefonia. Foi o mesmo valor no mês de abril. As despesas bancárias em março e abril também foram as mesmas: R$ 3 mil. O valor da folha de pagamento também permaneceu igual, apesar de o número de rescisões contratuais ter dobrado de um mês para outro.
Aguçam ainda a curiosidade dos auditores do TCE as relações entre os envolvidos. Quem assina três termos aditivos da parceria com a Tecpar é o presidente do conselho de administração do IBQP, Rodrigo Costa da Rocha Loures, da empresa de alimentos Nutrimental. Rodrigo é integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República. É também presidente da Federação das Indústrias do Paraná e pai do deputado federal Rocha Loures, do PMDB paranaense, eleito com o apoio direto do governador Roberto Requião. O governador deu uma pequena contribuição em dinheiro para a campanha do deputado, exatos R$ 2.100, na eleição do ano passado. Por sua vez, a Nutrimental doou para a campanha de Requião R$ 105 mil em 2002. Além disso, o filho do governador do Paraná Maurício Requião trabalha com o deputado. Quem assina o primeiro termo de parceria com a Tecpar, em 29 de abril de 2005, é o então presidente do conselho de administração do IBQP, o empresário Sérgio Marcos Prosdócimo. O termo de parceria foi assinado com “autorização do senhor governador do Estado do Paraná”.
Diante dessas constatações, os auditores do Tribunal de Contas do Estado do Paraná recomendaram a rescisão do contrato e a devolução integral de R$ 19,6 milhões aos cofres públicos de repasses que o DER fez ao IBQP. “Mas nós vamos pedir uma devolução de mais de R$ 30 milhões”, adianta um dos conselheiros do TCE, que pediu para não ser identificado, por enquanto, pois terá de julgar o processo. Apesar da investigação, o presidente do IBQP se diz tranqüilo quanto ao julgamento final dos auditores. “Isso é a opinião do inspetor. Não foi julgado ainda, vamos provar que não há nada de irregular”, afirma Krüger Passos. Procurados por ISTOÉ, o governador Requião, seu filho Maurício e o deputado Rocha Loures não responderam.
O caso da ONG paranaense é, em princípio, um alvo da CPI que se instalou no Senado. O aprofundamento de uma investigação sobre o IBPQ, no entanto, dependerá de como se dará a correlação de forças na comissão a partir de agora. De início, os partidos governistas, como o PMDB de Requião, deverão ter uma pequena maioria. O principal alvo do PSDB e do DEM são as ONGs ligadas aos sem-terra, ao treinamento de mão-de-obra e a programas na área social. O PT, por seu lado, quer destrinchar as contas das instituições privadas ligadas a partidos políticos.(Reportagem da revista Isto É)
Quarta-feira, Setembro 19, 2007
Para acabar com a fama de chorona
Maior esperança do Brasil, Jade Barbosa quer crescer
Dois meses depois do ouro no Pan, a carioca Jade Barbosa, de apenas 16 anos, mostrou que tem estrela e levou o bronze no individual geral no Mundial de Stuttgart, feito inédito para uma brasileira. Em entrevista à repórter Simone Evangelista por telefone, de Curitiba, a tímida ginasta confessa que o assédio a incomoda um pouco, assim como a pressão de ser a melhor do Brasil. Não é à toa que, entre seus planos para o futuro, está o de se livrar de sua marca registrada que conquistou o país, a fama de chorona. No entanto, para ela, a meta parece mais difícil de alcançar do que a nota máxima nas competições: "Sou perfeccionista, sempre fico chateada quando erro".
Jade: Mais ou menos. Agora, já dá para sentir mais. Eu saio na rua e muitas pessoas vêm falar comigo, crianças, velhinhos...gente de todas as idades. O assédio é grande, mas eu tento levar uma vida normal. Às vezes, gostaria de não ser famosa.
GLOBOESPORTE.COM : Assim como no Pan, você esteve muito perto do ouro no individual geral, mas caiu no último aparelho (o solo) e deixou a medalha dourada escapar. No entanto, diferentemente do que aconteceu no Rio de Janeiro, o nervosismo parecia bem menor. De lá para cá, você se sente mais amadurecida como atleta?
Jade: No Pan, foi muito difícil competir. Achei difícil me apresentar na frente de tanta gente, na minha cidade. Lá na Alemanha, a torcida também respeitava mais. Na hora da apresentação, não importava a ginasta, todos faziam silêncio absoluto. Gosto do carinho das pessoas, mas a gritaria no Rio de Janeiro atrapalhou um pouco.
GLOBOESPORTE.COM : Recentemente, o técnico Oleg Ostapenko afirmou que nem a Daiane dos Santos nem a Laís Souza têm competitividade por conta das dores. Você teme que isso aconteça com você?
Jade: Eu tento não pensar nisso, me assusta um pouco. Sou muito nova, mas sei que isso pode acontecer. Toda ginasta passa por lesões, isso é normal. Não faço nenhuma preparação especial para evitar isso, só o que todas as outras ginastas também fazem.
GLOBOESPORTE.COM : O Oleg é uma pessoa bastante rigorosa, enquanto você é uma menina bastante sensível. Como é a convivência com ele? É difícil ouvir tantas broncas a cada erro cometido?
Jade: Já me acostumei com o jeito dele. Cada técnico é um técnico e ele a Irina só querem o que é melhor para nós. Sei que, quando ele deixar a seleção, vai fazer muita falta, mas temos que continuar.
GLOBOESPORTE.COM : Depois do Pan, você ganhou muitos fãs pelo Brasil inteiro, mas as pessoas sabem muito pouco sobre a sua vida pessoal. Quais são seus hobbies?
Jade: Quando eu não estou treinando, gosto de ir à praia, ao shopping, adoro ir ao cinema. No Rio, eu tenho mais amigos do que aqui. Geralmente, eu acabo saindo com as meninas da seleção mesmo, somos quase uma família.
GLOBOESPORTE.COM : Mas não sobra muito tempo para se divertir como uma adolescente da sua idade, não é? Você se chateia por ter que se dedicar quase exclusivamente à ginástica?
Jade: Desde que você começa na ginástica, se sacrifica. Não dá para ficar indo a festinhas, mas é uma escolha que você vai fazendo. Quando eu comecei, tinha uns cinco, seis anos. Vi as ginastas na televisão e gostei. Sempre soube que seria difícil, mas é a minha paixão.
GLOBOESPORTE.COM : Você está no primeiro ano do Ensino Médio. Pretende fazer alguma faculdade depois que encerrar a carreira no esporte?
Jade: Quero fazer educação física, mas acho que dá para conciliar as duas coisas. Não sei, talvez eu faça outras faculdades também, gosto muito de estudar.
GLOBOESPORTE.COM : E a fama de chorona? Você já se acostumou a ela, ou isso te incomoda de alguma forma?
Jade: Eu não choro tanto assim. O que acontece é que sempre me pegam quando eu estou chorando. Quem sabe um dia essa fama não acaba né? Bem que podia acabar...Quem sabe um dia?
GLOBOESPORTE.COM : Medalha de ouro no Pan, bronze no Mundial de Ginástica, se preparando para as Olimpíadas de Pequim...tudo isso aos 16 anos de idade. Até onde você espera chegar na ginástica? Tem alguma meta para o futuro?
Jade: Muita gente me pergunta até onde eu posso chegar, mas não fico pensando muito nisso, procuro treinar para mim. Já sou perfeccionista o suficiente. Meus técnicos falam bastante isso, eu sempre quero repetir todos os exercícios até acertar. É bom por um lado, mas atrapalha por outro. Eles sempre dizem: "Está bom, você não precisa ficar triste se errar". É difícil, eu sempre fico chateada, mas acho que estou no caminho certo.
Segunda-feira, Setembro 17, 2007
Meu blog...
Uma breve olhada nas estatísticas deste blog aponta que muita gente ainda passa por aqui atrás de novidades. Na verdade, gostaria muito de ter a chance de mantê-lo ativo. Entretanto, sem a participação dos amigos, é praticamente inviável. Por isso mesmo, convido você a acessar meu blog pessoal - onde tenho mantido meus comentários sobre diferentes assuntos. Aqui.
Quarta-feira, Junho 20, 2007
Terça-feira, Junho 12, 2007
Combate ao crime passa pela estruturação das famílias
O texto abaixo está no meu blog pessoal, mas faço questão de reproduzir por aqui.
Alguém sabe o perfil dos jovens que mataram o estudante de Medicina Tiago Franchini da Costa? Pois bem, são negros, pobres e ligados à famílias, digamos, sem estrutura.
O que quero dizer com isto? Quero dizer que este é o perfil dominante de um número expressivo de criminosos do país. Algum problema em relação aos negros? Nenhum, desde que tivessem as mesmas chances que os brancos. Problema pelo fato de serem pobres? Idem resposta anterior.
O terceiro e último aspecto é o que entendo ser o principal fator que leva milhares de crianças e adolescentes ao crime.
Os defensores da manutenção da maioridade penal aos 18 anos geralmente argumentam que medidas sócio-educativas seriam suficientes para reabilitar menores que cometem crimes. Não é verdade. Qualquer pesquisa apontaria que, por mais eficientes que sejam, essas medidas teriam pouco efeito sobre pessoas com mais de 14 anos.
Os pesquisadores da educação e psicologia sabem que boa parte do que somos tem ligação direta com a formação que recebemos até os cinco anos de idade. Isto quer dizer que quem não teve uma família, não recebeu amor, carinho, afeto e limites até esta idade provavelmente vai ter dificuldades de lidar com uma série de questões. Se, por uma razão ou outra, tiver acesso ao universo do crime, é quase certo que vai afundar nesse submundo.
Esta é a principal questão: nenhuma medida sócio-educativa - por melhores que sejam - assegura amor, carinho, afeto e recuperação do relacionamento familiar. Por isso mesmo, diante do aumento da violência, reduzir a idade penal é necessário. Aliado a isso, a sociedade precisa repensar os valores familiares e oferecer as condições necessárias para que as famílias tenham condições de criar seus filhos.
Quarta-feira, Junho 06, 2007
Esperando você...
O meu novo blog está atualizado à espera de sua visita.
blogdoronaldo.wordpress.com
Terça-feira, Junho 05, 2007
Assuntos do novo blog...
Está disponível em meu novo blog os seguintes assuntos:
- Rotulagem de transgênicos;
- Concessão de ferrovia;
- Estacionamento das farmácias.
Mulheres britânicas preferem chocolate...
Uma pesquisa realizada pela Universidade do País de Gales revelou que mais de metade das mulheres britânicas prefere comer chocolate a fazer sexo.
Enquanto 87% dos homens disseram que optariam por uma noite de amor, 52% das britânicas admitiram que não resistem às tentações de uma barra de chocolate.
A pesquisa ouviu 1,5 mil britânicos.
Segundo um dos entrevistados, "comer chocolate é prazer garantido. O chocolate nunca decepciona".
O estudo analisou a ligação entre o chocolate e a produção da endorfina, conhecido como "hormônio da felicidade" e mostrou que ambos homens (57%) e mulheres (66%) acham que comer chocolate melhora o humor. (fonte: Folha Online)
Decisão exemplar
Texto enviado pelo companheiro Luís Riogi Miura, ex-diretor de Trânsito de Maringá, com o seguinte comentário: "Se na área de trânsito, com a vida ceifada também tivesse o mesmo valor, com certeza as coisas hoje seriam diferentes".
A reprimenda penal contra a violência doméstica tardou no Brasil a ser admitida em legislação especial. Passou a integrar a ordem jurídica, nos termos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), bem depois de iniciativas semelhantes adotadas em 17 nações latino-americanas. Mas as normas que estruturam a disciplina legal acolhida pelo Brasil figuram entre as mais modernas e eficazes do mundo. E, mediante interpretação construtiva e coerente, acabam de ser aplicadas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal.
A decisão assume marco histórico. Mulher grávida espancada e atacada a fogo pelo marido queixou-se das agressões à polícia. Com base no inquérito policial, o Ministério Público denunciou o agressor à Justiça. Mas a parceira, sob impacto de graves ameaças do marido, acuada e aterrorizada, decidiu retirar a queixa na audiência criminal. O juiz, então, ordenou o arquivamento do caso. Inconformado, o Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça.
Distribuído à 1ª Turma Criminal do Tribunal, o pedido de desarquivamento do processo feito pelo Ministério Público deu ensejo a decisão que se candidata como referência nacional no julgamento de casos da espécie. Os desembargadores integrantes do órgão especial dissiparam as dúvidas sobre se a retirada da queixa extinguia a punibilidade do acusado. Entenderam que, nas hipóteses de lesão corporal, a ação toma o feitio jurídico de incondicionada. Em outras palavras: o processo penal contra o infrator não depende da vontade da vítima.
Em conseqüência, os autos voltaram à primeira instância para que o réu seja julgado por lesões corporais, sujeito, se condenado, como tudo faz crer, a pena que pode alcançar até três anos de detenção. Malgrado lidasse pela primeira vez com a aplicação da Lei Maria da Penha, o tribunal conseguiu firmar linha de orientação consentânea com o espírito da inovação penal e do objetivo prático buscado pelo legislador. O que inspirou a lei específica de proteção contra a violência doméstica foi a intenção de tornar eficaz a punição do algoz e de colocar a salvo de eventuais retaliações a mulher agredida.
Não é por outra razão que a Lei Maria da Penha articula diversas medidas protetivas. O agressor pode ser afastado do lar, proibido de aproximar-se da mulher e dos familiares, ter suspensas as visitas aos filhos menores, pagar pensão provisória e expor-se a prisão preventiva. Garantem-se abrigo à ofendida e filhos sujeitos a riscos (sob guarda da autoridade pública), a retomada de bens e afastamento do trabalho até seis meses. São cautelas destinadas a banir da convivência com a mulher o homem que, a critério da Justiça, se revela capaz de praticar atrocidades contra a parceira.
Crucial, doravante, é que os juízes de primeira instância, do Distrito Federal e do Brasil, não arquivem processos contra brutamontes quando, ante graves pressões psicológicas e ameaças físicas, as vítimas se disponham a livrá-los da reação punitiva da lei. É exigência da consciência civilizada que a saga da biofarmacêutica Maria da Penha Maia, brutalizada pelo marido durante 20 anos e líder do movimento que resultou na lei batizada com o seu nome, seja executada à risca em defesa das mulheres tiranizadas e agredidas.
Correio Braziliense Visão do Correio 04.6.07
Segunda-feira, Junho 04, 2007
Sobre o blog...
Escrevi no meu blog pessoal sobre como devo lidar com este espaço na net. Caso você queira ler e comentar, clique aqui.
Sexta-feira, Junho 01, 2007
Mais atuantes
O texto é do colaborador Valdir Bonete, de Campo Mourão:
Alguns prefeitos e vereadores da região de Campo Mourão estão recebendo correspondência de uma fundação identificada como Juscelino Kubitschek informando que eles foram escolhidos como os mais atuantes e por isso serão condecorados com a medalha JK. Para receber a honraria (que será entregue no próximo dia 16 de junho, em Curitiba) "só" precisa pagar R$ 1.000,00 pela comenda, mais a inscrição.
Outro detalhe: o depósito deve ser feito pelo "homenageado" em uma conta corrente de Viçosa (MG). O convite diz ainda que o evento tem o apoio da União dos Vereadores da Zona da Mata (MG) e do Fecomércio da Bahia. Portanto, sem ligação com nenhuma entidade política do Paraná.
Lula "afina" diante de Chávez
Acho incrível como o presidente Lula "afina" toda vez que Hugo Chávez fala mais grosso. Foi só alguns congressistas criticarem a atitude do presidente da Venezuela por ter fechado um canal de televisão naquele país, e o Chavão já saiu gritando que era mais fácil o Brasil voltar a ser colônia de Portugal do que ele devolver a concessão à empresa que teve os direitos de transmissão cassados. Aí para apaziguar, o nosso herói respondeu que o problema da concessão de tevê da Venezuela é do povo venezuelano.
Segunda-feira, Maio 28, 2007
Ainda é cedo, ou não?
Este final de semana li uma reportagem no jornal local sobre os pré-candidatos a prefeitura de Maringá. Nomes são cogitados e ganham força apenas por serem balão de ensaio ou encher textos sem qualquer razão lógica. Por isso, se temos que comentar quem poderia não ser, seria mais interessante do que ser.
Luiz Nishimori, este seria o meu primeiro descarte. Pois ele não histórico ou lastro político para uma liderança executiva, fez sua vida como deputado e vai acumulando mandatos que devem lhe dar a aposentadoria vitalícia. Seu nome serve como reforço partidário e não como liderança. O prestígio de uma candidatura poderia eliminar definitivamente seu espaço no poder legislativo estadual, outro agravante é sua falta de unidade dentro do próprio PSDB.
Carlos Roberto Pupin é vice, e como vice cumpre seu papel. Apesar de ser um nome forte como personagem político, ele seria uma candidatura que exigiria esforço para decolar sem grandes possibilidades de vitória com candidatos de potencial como Verri, Calefi e principalmente Silvio II.
Belino Bravin (PP), Mario Verri (PT), Odair Fogueteiro (PTB), Shinji Gohara (PHS), Willy Taguchi (PMN), Emerson Nerone (PHS), Humberto Henrique (PT), estão, literalmente pegando carona no bonde, aproveitando a vitrine, ou colocando o experimento nominal para medir o grau de rejeição ou uma vice-posição na chapa de outro.
Cida Borghetti poderia seu um nome a se pensar, mas com Silvio na candidatura por uma reeleição não podemos considerar que isto ocorra. Seria queimar um apoio importante que dividiriam votos. Mesmo não estando mais no PP, Silvio II não contará com a concorrência de um membro de sua família, sim com o apoio.
Mas, os que podem ser? Edmar Arruda será candidato, nem que tenha que fundar um partido para isto; João Ivo Caleffi sonha com a possibilidade de uma revanche e ter seu retorno. Contudo, terá que enfrentar um partido com o qual não conta com tanto apoio. Ênio tem mais possibilidade dentro do PT, mas seria queimar um secretário e um deputado. Será que o preço compensa?
Doutor Batista, seria para não ser esquecido, apenas isto. Wilson Matos contaria com parte considerável do PSDB, sua relação com Álvaro Dias poderia ser um ponto forte, mas se Álvaro for candidato ao governo do Estado uma prefeitura poderia atrapalhar os planos de um Senado por quatro anos para Wilson Matos. Outro dado, é que o reitor do Cesumar nunca demonstrou, particularmente, este interesse.
Sem atualizações
Bom dia!!!
Em função de algumas reflexões pessoais e também de uma viagem que farei para São Paulo nessa terça-feira, não vou postar no Repiquete esta semana.
Caso queira entender mais a razão dessas reflexões, basta clicar aqui e ver meu blog pessoal.
Sexta-feira, Maio 25, 2007
Excessos da Polícia Federal?
Veja que coisa curiosa: nossos políticos estão tirando de foco a própria culpa, a desonestidade e a falta de responsabilidade no trato com as coisas públicas. Eles conseguiram pautar a mídia com o argumento de que a PF tem cometido excessos.
Mas me diga uma coisa: esse pessoal que está preso também não está cometendo excessos? Qual o problema em exceder se é para limpar o país desse bando de corruptos? A coisa funciona de maneira tão orquestrada que muita gente está caindo na conversa fiada de que a Polícia Federal anda cometendo abusos. Por isso, não será estranho se uma futura CPI for instalada no Congresso para, em vez de cassar político que recebe propina, tentar colocar um freio nas ações da PF.
Telles saiu
O prefeito Silvio Barros, sem partido, exonerou hoje o secretário de Serviços Públicos Sidney Telles. Esta semana Telles colocou o cargo à disposição depois de denúncias de que máquinas da prefeitura teriam sido usadas para obras em propriedade particular.
O secretário negou que tenha tido participação no caso. Além do processo administrativo interno, o Ministério Público também está investigando a denúncia.
O prefeito Silvio Barros afirmou que se ficar comprovado que Sidney Telles não teve culpa no que ocorreu, ele poderá ser convidado novamente a assumir a secretaria de Serviços Públicos.
Segundo informou o gabinete do prefeito, ainda não há informações de quem possa assumir a pasta.
No mínimo, uma elogiável postura do executivo e do próprio Telles. Antes de julgar é recomendável apurar os fatos.
Igreja proíbe padrinhos em casamento
Cerimônias de casamento na igreja terão várias proibições a partir de janeiro.
As medidas recém-anunciadas pela arquidiocese de Curitiba começam a valer a partir de janeiro de 2008. Ficam proibidas as entradas especiais de padrinhos e as músicas que não sejam eruditas. MPB e trilha sonora de filme ou novela serão abolidas das cerimônias. Segundo a igreja, o casamento não é um sacramento que preveja a presença de padrinhos – isso só acontece no batismo e na crisma. No casamento, são permitidos dois casais considerados testemunhas da celebração. A entrada dos pajens e das daminhas também foi restringida. Mais aqui.
Quinta-feira, Maio 24, 2007
Cresce o uso de cartões de crédito
Pesquisas indicam que a população tem optado por fazer compras com cartões de crédito. Segundo o economista José Carlos Bornia, da Universidade Estadual de Maringá, isso se deve principalmente ao estímulo dado pelo comércio a essa forma de pagamento e ainda a facilidade de uso que tem em relação ao cheque e ao dinheiro.
Particularmente, demorei a adotar o cartão, mas acabei me rendendo às facilidades na forma de pagamento - principalmente pela possibilidade de parcelar determinadas compras feitas no preço à vista.
É preciso renovar?
O professor Josenilton postou a enquete:
Você acha necessário que nas eleições de 2008 ocorra uma renovação política em Maringá?
Para opinar, clique aqui.
Futebol: Libertadores e Copa do Brasil
Ontem à noite, a Libertadores da América mexeu com os ânimos de muitos torcedores brasileiros. Santos e Grêmio entraram em campo, dominaram seus jogos, sofreram, mas se classificaram. Os resultados possibilitaram uma semifinal brasileira. Se as regras fossem as mesmas do ano passado, poderíamos ter novamente uma final com times brasileiros. Mas a Conmebol não quer que isso se repita. Com isso, o Brasil tem pelo menos a garantia que terá um representante nacional na grande final.
A quem interessar...
Santos 2 X 1 América
Grêmio 2 (4) X 0 (2) Defensor - classificação nos pênaltis.
E pela Copa do Brasil, a final terá Fluminense e Figueirense. Até pertinho do final do jogo, a vaga na final ainda podia ser do Botafogo, que vencia por 2 X 0 e estava levando o jogo para os pênaltis. Mas o goleiro do Fogão resolveu aceitar um frango. O gol do Figueirense mudou tudo. O Botafogo até fez mais um, mas aí já era tarde - a diferença de dois gols não era mais suficiente (era preciso vencer com diferença de três - e não dava mais tempo).
Fralda nos cavalos em Cascavel
Nota enviada pelo colaborador Valdir Bonete, de Campo Mourão:
Em Cascavel começou a vigorar uma lei um tanto quanto estranha. De acordo com o site BemParaná.com.br, a nova lei, de autoria do vereador Soni Lorenzi (PMN), prevê a utilização de fraldas nos cavalos (na realidade são sacolas devidamente "acopladas" para recolher as fezes). A mesma lei determina que os animais sejam identificados por placas, assim como os veículos. Para quem achou isso o cúmulo, saiba que leis como essa existem em outras cidades brasileiras.
PS - Cá com meus botões, penso que seria ainda mais útil uma lei para colocar fraudas nos cachorros. Que tal?
Quarta-feira, Maio 23, 2007
Cartórios: máquinas de fazer dinheiro
Do blog do Tas:
Passei uma hora num cartório por conta de uma xerox autenticada. Não há palavra que resuma melhor o Brasil: desperdício. Neste caso, desperdício de tempo. Que desagua num desperdício de dinheiro, do cidadão comum, é lógico. Uma xerox que sai por 2 centavos a unidade, por conta da palavra "autenticada" custa, R$ 2,45 uma folha. Ou seja, mais do que os bancos, ter um cartório no Brasil é ter uma máquina de imprimir dinheiro. Às custas do estado primitivo da nossa evolução como sociedade.
Meu blog...
Bom dia!!!
Não tenho tido humor e nem disposição para postar aqui no Repiquete. Sinceramente, não tenho visto nada interessante que mereça reflexão. As notícias que tenho visto, sejam de Maringá ou de fora daqui, são apenas repetições das mesmas encenações de sempre.
Por conta disso, tenho dado um tempo para pensar mais sobre algumas questões pessoais. Caso você queira ler algum post de caráter mais pessoal, pode acessar meu blog. Aqui.
Terça-feira, Maio 22, 2007
Último a saber
As notas abaixo são do colaborador Valdir Bonete, de Campo Mourão. Podem até parecer piada, mas não são:
O vereador de Engenheiro Beltrão, José Martins de Oliveira (DEM), ingressou com mandado de segurança alegando que não teve conhecimento da realização da eleição para presidente da Câmara. Agora, o presidente Luis Tavares Rosa tem 10 dias para apresentar a defesa. Detalhe: a eleição aconteceu há mais de cinco meses. Demorou "cair a ficha" do vereador, hein!
Para acionar a Justiça, o vereador está se amparando na mudança de data de eleição. É que o pleito para escolher o presidente estava marcado para o dia 18 de dezembro do ano passado, mas em virtude de uma cirurgia do vereador Rogério Riguette, o então presidente Raul Curi resolveu transferir para dia 5 de janeiro. Detalhe 2: Oliveira estava na sessão do dia 18, quando foi anunciada a mudança de data.
Dá pra confiar?
Está certo que todo mundo tem direito de errar... Mas quando o médico erra a coisa complica. Em São Paulo, uma mulher entrou no centro cirúrgico para operar o joelho esquerdo e o doutor fez a cirurgia no direito. Pior é que ainda disse que não percebeu o erro porque o joelho direito também estava doente. Acontece que a mulher nunca sentiu dor nele.
Conselheiros tutelares
Divulgada a lista dos conselheiros tutelares. Hélio Ghizoni foi o mais votado, 632 votos foram obtidos por ele. É preciso entender que o Conselho Tutelar tem como função a vigilância sobre a condição da criança e adolescente. Buscar aplicar a lei sem transformá-la em um instrumento de permissividade do abuso de crianças, principalmente dos adolescentes é fundamental para o exercício da função de conselheiro tutelar.
Contudo, na violência da relação entre pais e filhos, onde há falta de autoridade dos pais, nós temos que considerar que não há dimensão do que é ter filhos. Compomos famílias sem princípios e organização, sem sentido de futuro e do porque estamos reunidos em uma mesma instituição que, ilusoriamente, chamamos de emocional.
Não estamos preparados para conviver com “os outros”. Outros, na condição de filhos, amigos, vizinhos, enfim, qualquer ser humano que se identifique além de nós mesmos e que necessite considerar que o mundo não é uma condição exclusivamente nossa, causa aflição e repulsa. A liberdade excessiva dos filhos denuncia a limitação de compreendermos a função que devemos desenvolver como pais. Queremos os prazeres da existência, mas não queremos o fardo das conseqüências. E nas relações familiares isto fica cada vez mais evidente.
Por isso, a escolha de um conselheiro tutelar é de suma importância. Conhecer a forma como compreende as relações sociais, como considera os conflitos contemporâneos e principalmente a violência doméstica, é pré-requisito importante para um bom conselheiro. Pena que tivemos pouco tempo para uma boa campanha de conscientização e infelizmente, uma grande parte da sociedade está afastada desta questão. Participamos de eleições para a escolha de governantes e consideremos um peso o exercício da cidadania, mas considere que a votação para um conselheiro tutelar está mais próxima que os decretos governamentais, têm reflexos e intervenções em nossa vida doméstica.
Segunda-feira, Maio 21, 2007
Estudos apontam que os homens gastam mais
Mais uma da Veja desta semana...
A revista publicou um estudo que aponta que os homens gastam mais que as mulheres - e gastam em coisas tão tolas quanto elas.
Embora não acredite muito nesses dados, vamos lá... Um estudo da Abrasce apontou que os homens são mais impulsivos, enquanto as mulheres dedicam-se mais às compras. Eles gastam mais por catálogos, internet, shoppings centers, hipermercado, lojas de rua, telefone e drogarias.
Uma outra justificativa para eles gastarem mais é que, enquanto elas pesquisam mais e pedem a opinião de outras pessoas, os homens visitam menos lojas e geralmente tomam a decisão de compra sozinhos.
Serra contra o crime
Os principais veículos de comunicação do país já começam a preparar o terreno para a candidatura de José Serra à presidência da República. A Veja desta semana, por exemplo, traz o governador de SP como exemplo de administrador que sabe lidar com as questões de segurança pública. Como o tema é hoje o que mais preocupa a população brasileira, mostrar "Serra contra o crime" é o melhor bordão eleitoral para vencer os herdeiros políticos do presidente Lula.
Até quando vai ser assim?
Dá vergonha ver o Brasil envolvido em mais um escândalo político. De novo, tem gente do governo; de novo, tem ministro envolvido. Até quando vai ser assim?
Sai daí, Delúbio!
Bom dia... boa tarde!
O movimento por aqui está devagar demais. Vamos ver se pinta algum ânimo para escrever ao longo do dia.
Por ora, reproduzo uma nota da coluna Holofote, da Veja:
A cúpula do PT e seus parlamentares andam preocupados com o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares. Antes avesso aos holofotes, Delúbio, agora, quer aparecer. Em março, foi à festa de aniversário de José Dirceu. Em abril, foi à inauguração de uma fábrica de carros em Goiás, na qual estava o presidente Lula. Na semana passada, avisou que iria ao encontro de prefeitos do partido. Escalou-se um emissãrio para dissuadi-lo. O argumento? Nem mais filiado ao PT Delúbio é.
Domingo, Maio 20, 2007
Aborto
Dados do Sistema Único de Saúde revelam que os abortos ilegais resultaram na internação de mais de 1,2 milhão de mulheres em hospitais públicos nos últimos cinco anos, de acordo com reportagem do jornal O Globo desse domingo. Segundo o Ministério da Saúde, 686 mulheres são internadas diariamente na rede pública, após tentativas de abortos com métodos arriscados.
Considerando que tais informações sejam, de fato, verdadeiras, quero fazer algumas colocações sobre as políticas públicas em favor da vida.
Há algumas semanas usei este espaço para apresentar uma posição sobre a discussão da legalização do aborto no Brasil. Apesar de o presidente Lula ter dito não ser favorável à legalização, sabe-se que o seu ministro da saúde pretende eliminar o problema sem cutucar as reais causas do mesmo.
Ser contra ou favorável ao aborto é uma questão que envolve visões diferentes de conceitos de vida. Eu, pela minha formação, sou contra qualquer legalização de instrumentos mortíferos. Alegar que milhares de mulheres morrem por fazer aborto, a meu ver, não é o melhor argumento para tentar convencer a sociedade de que a legalização do aborto possa resolver o problema. A pergunta que temos que fazer para o ministro José Gomes Temporão é se o Brasil tem dado condições mínimas para que as mães possam cuidar de seus filhos conforme lhes é garantido pela Constituição brasileira.
Além da questão econômica, sabe-se que em muitos casos mulheres procuraram clínicas clandestinas com medo de mostrar a barriga grande para o pai ou mãe que talvez não aceitem a gravidez da filha. Até mesmo nesses casos o assassinato do feto não pode ser legitimado. Aprendi que ninguém tem o direito de tirar a vida de alguém.
Legalizar o assassinato de fetos é querer fugir de uma responsabilidade de Estado que o governo não consegue cumprir. No Brasil isso tem ficado evidente. Quando o governo não consegue dar conta do recado ele terceiriza, repassa para o outro.
Pra fechar. Cuidado. Nem sempre o que está escrito nos jornais é verdade. Os jornalistas também, frequentemente, são tentados a ser enganados.
Sexta-feira, Maio 18, 2007
Prêmio para quem passar de ano
O governo federal estuda conceder um prêmio para alunos, atendidos pelo Bolsa Família, que passarem de ano. A idéia é oferecer R$ 204,00 para todos os aprovados. O objetivo da Secretaria Nacional de Renda e Cidadania é incentivar a família a manter o filho na escola e combater a evasão escolar.
